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O \\ENTRE\\ está de volta e de cara nova

Com onze anos de história, projeto e acessibilidade se reestrutura em uma mostra de artes e cultura DEF

Publicado em 22/04/2026

Atualizado às 10:55 de 23/04/2026

Criado em 2015, o projeto || entre || arte e acesso se consolidou como um dos principais projetos de acessibilidade do Itaú Cultural (IC) com a premissa de promover e discutir o campo da arte e acessibilidade, sempre com foco no protagonismo da pessoa com deficiência. Com essa missão, o programa desenvolveu um portfólio de artistas com deficiência, editais de mentoria e uma mostra focada em divulgar os artistas e trabalhos selecionados.

Em 2026, o projeto passa por uma reformulação estrutural, condensando seus esforços em uma mostra de arte e cultura DEF, apresentando linguagens artísticas de maneira transversal e promovendo o encontro entre artistas, pesquisadores e o público.

O \\ENTRE\\ mostra de artes e cultura def 2026 acontece de 6 a 10 de maio e conta com curadoria colaborativa junto à artista e ativista cultural Brisa Marques. A nova edição propõe um mergulho na diversidade e pluralidade artística da comunidade DEF: são shows, espetáculos cênicos, performances e mesas de bate-papo.

Toda a programação conta com audiodescrição e interpretação em Libras.

Os ingressos são reservados através da plataforma INTI, a partir de 5 de maio, à 12h. 

Para participar da Oficina Corpo, cena e acesso, inscreva-se, entre 24 e 28 de abril através do formulário.

Confira a programação completa abaixo:

/música
Sonora Brasiliana: André Vicente 

quarta 6 de maio
às 20h

Espaço Olavo Setúbal – 4º andar

[classificação indicativa: livre, segundo autodefinição]

Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]

Sonora Brasiliana é um projeto musical do Itaú Cultural que promove um encontro entre som e palavra. Realizado em um espaço intimista, em meio a coleção Brasiliana, no Espaço Olavo Setubal, a apresentação permite uma troca mais direta entre artista e público, cercada de obras de arte dos mais diversos tipos, como pinturas, manuscritos e caricaturas

André Vicente é acordeonista, pianista, professor e compositor. Seu mais novo projeto, Cantos e Contos de um Piano: músicas descritivas e suas histórias, foi desenvolvido a partir de sua experiência na mentoria de projetos do ||entre||. No Sonora Brasiliana, André apresenta suas composições para piano solo, contando histórias e descrevendo as cenas que serviram de inspiração para seu trabalho, e apresentando músicas com imagens projetadas e audiodescrição artística.

A imagem mostra um pianista em primeiro plano durante um concerto. Ele é um homem jovem, de pele clara e cabelos pretos cacheados, vestindo uma camisa social cinza. Ele está sentado em frente a um piano de cauda preto aberto, com as mãos sobre as teclas brancas. Ao fundo, músicos de uma orquestra aparecem parcialmente, tocando instrumentos de corda como o violino. O ambiente tem iluminação quente, focada no pianista, e o chão é de madeira clara. A cena transmite concentração e seriedade
André Vicente (imagem: Vitória Proença)

/oficina
Oficina Corpo, cena e acesso
com Moira Braga 

quinta 7 e sexta 8 de maio
14h às 17h

9º andar – 25 vagas

[classificação indicativa: 18 anos, segundo autodefinição]

inscrições de 24 a 28 através de formulário

A oficina Corpo, Cena e Acesso propõe uma investigação prática sobre o corpo como linguagem e ferramenta de comunicação sensível. A atividade propõe um trabalho de percepção corporal, estimulando a consciência de si, do outro e da relação com o espaço, a partir de exercícios fundamentados na metodologia Angel Vianna. Os participantes também são convidados a experimentar formas de comunicação por meio do movimento, explorando como suas ações corporais podem ser compartilhadas através da audiodescrição.

Moira Braga é mulher cega, mãe, atriz, preparadora de elenco, autora, consultora de acessibilidade em conteúdos artísticos e mestre em dança pela Universidade Federal da Bahia. Apresentou o programa “Assim Vivemos”, da TV Brasil, que exibiu filmes com a temática da deficiência e utilizando os recursos de audiodescrição, legenda e língua brasileira de sinais. Atua como bailarina pesquisadora da Pulsar Companhia de Dança e é uma das coordenadoras do grupo de estudo e pesquisa em Dramaturgia do Movimento e Fruição Estética, desenvolvido na Escola Angel Vianna.

Fotografia de close-up lateral de uma mulher de pele clara e cabelos curtos em um palco escuro. Ela está com os olhos fechados e as mãos cruzadas sobre o peito, em uma expressão de introspecção. A iluminação é dramática: um feixe de luz âmbar incide por trás, contornando sua silhueta com um brilho dourado, enquanto uma luz azulada ilumina suavemente sua nuca e o microfone de cabeça. À esquerda, um refletor circular amarelado aparece desfocado ao fundo. O contraste entre luz e sombra acentua o clima solene e poético da cena
Moira Braga (imagem: Thelma Vidales)

/bate-papo
Mesa Acessibilidade estética: a linguagem expandida dos corpos
com Giovanni Venturini e Moira Braga
mediação de Claudio Rubino

quinta 7 de maio
às 18h

9º andar – 50 lugares

[classificação indicativa: 12 anos, segundo autodefinição]

Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]

Giovanni Venturini, Moira Braga e Claudio Rubino debatem a acessibilidade estética como ruptura da metodologia corpo-normativa, repensando a deficiência como campo criativo, dramatúrgico, estético e poético. A discussão propõe reconfigurações das relações entre corpos, artistas, espectadores e linguagens.

Giovanni Venturini é ator, poeta e roteirista. Protagonizou o curta Big Bang, de Carlos Segundo, que recebeu o prêmio de melhor curta-metragem no Festival de Cinema de Locarno, na Suíça e no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Foi professor do curso Personagens não normatives do Museu Vozes Diversas e da oficina Dramaturgência – Ressignificando a estética dos corpos circenses, no Itaú Cultural. Integra o elenco da série Justiça 2, da Globoplay, e já passou por telenovelas e séries em importantes canais de televisão e streamings.

Moira Braga é mulher cega, mãe, atriz, preparadora de elenco, autora, consultora de acessibilidade em conteúdos artísticos e mestre em dança pela Universidade Federal da Bahia. Apresentou o programa “Assim Vivemos”, da TV Brasil, que exibiu filmes com a temática da deficiência e utilizando os recursos de audiodescrição, legenda e língua brasileira de sinais. Atua como bailarina pesquisadora da Pulsar Companhia de Dança e é uma das coordenadoras do grupo de estudo e pesquisa em Dramaturgia do Movimento e Fruição Estética, desenvolvido na Escola Angel Vianna.

Claudio Rubino é artista e consultor em acessibilidade cultural. É pessoa com deficiência física, gay e autista. Atua há mais de 25 anos na luta anticapacitista e na transformação das práticas de acessibilidade na cultura, articulando criação artística, formação e políticas públicas. Mestre em Artes da Cena, com formação em Educação Artística e especialização em Gestão Cultural e Educação Inclusiva, desenvolve projetos que integram acessibilidade, estética e crítica institucional.

Uma composição fotográfica horizontal apresenta três cenas distintas lado a lado. Na primeira imagem, à esquerda, o ator Giovanni Venturini agacha-se sobre fundo preto, olhando para a câmera com um sorriso discreto, vestindo camiseta cinza e calça azul vibrante. No centro, a atriz Moira Braga performa descalça em um palco de madeira sob luzes roxas e amareladas, trajando um figurino de camadas brancas e vermelhas, com os olhos fechados. Na terceira imagem, à direita, Claudio Rubino posa com turbante ocre, barba longa e colares étnicos, segurando uma carta de tarô que destaca uma mão com um olho contra um fundo cinza-azulado. A montagem une retratos performáticos e artísticos.
Giovanni Venturini, Moira Braga e Claudio Rubino (imagem: Jennifer Glass/Pedro Sá Moraes/Claudio Rubino)

/dança
Movimento de escuta
da Cia. de dança SOM 

quinta 7 de maio
às 20h 

Teatro – 224 lugares

[classificação indicativa: 14 anos, segundo autodefinição]

Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]

Movimento de Escuta convida o público a mergulhar na potência da cultura surda através da dança. Em um Brasil fragmentado, o espetáculo da Cia. de Dança SOM questiona: como afinar nossos sentidos e reconstruir pontes de comunicação? No palco, cinco bailarinos surdos transformam o espaço em um campo de batalha metafórico, onde o corpo "luta" e se expressa em um jogo vibrante que funde a coreografia ao Slam.

O espetáculo é seguido do bate-papo Pulsações, mediado por Nayara Rodrigues.

A Cia de Dança SOM é um projeto de arte surda, com sede no Rio de Janeiro, criado por Clara Kutner – em parceria com os dançarinos Alef Felipe, Luiz Augusto, Lucas Guilherme, Thayssa Araújo e Valesca Soares – que utiliza a dança e o movimento para explorar a comunicação e a experiência surda. A trajetória da companhia inclui a instalação Som, uma coreografia para surdos, a série de video-dança Já e o espetáculo Movimento de escuta, que integra linguagens como o passinho, o funk, a poesia e as artes visuais.

Nayara Rodrigues é mulher negra surda, arte-educadora, atriz, poeta, slammer, MC, intérprete de Libras e tradutora. Atuou na tradução dos filmes da Mostra África XX de Curitiba, da Cartografia Filmes. É co-fundadora do grupo RamariaS e do projeto Lúdica em Libras, além de contadora de histórias no gRUPO êBA! É ativista pelos direitos das mulheres negras surdas, promovendo debates sobre maternidade surda, Libras erótica e representatividade. É autora de um capítulo do livro A culpa é da surda que pariu: análise do poema mãe assassina, abordando maternidade e violência contra mulheres surdas.

Ficha técnica
Criação, Dramaturgia e Direção Geral: Clara Kutner
Bailarinos: Alef Felipe, Lucas Guilherme, Luiz Augusto, Thais Souza, Thayssa Araújo 
Coreografias, Técnica do Funk e Colaboração Musical: Celly IDD
Direção Musical: Luciano Camara
Assistente Direção: Layla Paganini
Intérprete ensaios: Christofer Moreira
Desenho de Luz: Tiago Rios
Direção de Arte: Clara Kutner e Cora Marinho
Figurino e Beleza: Cora Marinho
Artista Visual (Quadro de cena): Alef Felipe 
Programação Visual: Gabriel Arantes 
Fotos: Paula Kossatz, Zuca Alvino 
Técnico de Luz: Leandro Barreto
Técnico de Som: Rodrigo Ramos
Colaboração dramaturgia e Coreografias: Alef Felipe, Lucas Guilherme, Luiz Augusto, Thayssa Araújo e Valesca Soares.
Colaboradores Artísticos: Bruno Ramos, Ricardo Boaretto e Ruan Aguiar
Oficina Ritlibras: Efraim Canuto
Técnica de dança afrocubana: Israel Valdés
Técnica de capoeira: Mestre Ramos (Capoeira Senzala)
Direção de Produção: Aline Carrocino (Alce Produções)
Realização: A Arte Nunca Dorme e Projeto SOM

Uma cena de performance artística em um palco sob forte iluminação azul. No centro, quatro pessoas interagem com um carrinho de compras metálico. Um homem de vermelho está em pé dentro do carrinho, com o tronco inclinado para frente. Ao redor, três artistas em roupas vibrantes (roxo, lilás e vermelho) empurram ou se apoiam no objeto com expressões intensas.

O cenário tem cortinas ao fundo e torres de luz laterais que emitem feixes azuis horizontais. O chão é escuro e reflexivo, criando uma atmosfera dramática e contemporânea de movimento e tensão coletiva.
Cena de Movimento de escuta, da Cia. de dança SOM (imagem: Zuca Alvino)

/lançamento
Pré-lançamento do livro Perê, de Daniel Moraes
mediação Brisa Marques 

sexta 8 de maio
às 18h

9º andar – 50 lugares

[classificação indicativa: 12 anos, segundo autodefinição]

Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]

Perê, de Daniel Moraes, é um livro ilustrado que une mito e corpo em uma narrativa de profunda força poética. Inspirada no Saci-Pererê, a obra apresenta um personagem que afirma sua existência negra, urbana e com deficiência. Através de ilustrações em carvão e recortes, o autor cria uma "poética da deficiência", onde a fissura vira linguagem. O texto lírico exige um movimento do leitor, transformando o ato de ler em um gesto artístico e político. Lançado pela Nanabooks em 2025, o livro desafia noções de beleza e completude, celebrando a reexistência na literatura contemporânea.

Daniel Moraes é artista visual, curador, educador e diretor da plataforma DEMONSTRA. Mestre em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, investiga as fricções entre o corpo DEF e a arte, operando a "Decorporeidade" como dispositivo crítico. Sua trajetória inclui exposições em espaços como SESC, FIESP e CICA Museum (Coreia do Sul). Autor e ilustrador do livro Perê (Nanabooks, 2025), Moraes articula projetos que ampliam a acessibilidade e as poéticas da deficiência.

Brisa Marques é poeta, letrista, jornalista e ativista cultural. Formada em Jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte e Teatro pela Universidade Federal de Minas Gerais, sua trajetória une literatura, música e performance. Com mais de 60 canções gravadas por nomes como Mônica Salmaso e Zé Miguel Wisnik, publicou obras como Corpo-concreto. Atuou na Rede Minas e foi diretora da Rádio Inconfidência. Pesquisadora da "cultura def" e do anticapacitismo, idealizou o Festival Desvio (2025).

Uma fotografia em plano médio, com fundo em tons de cinza e branco, mostram um homem de pele clara e cabelos curtos e escuros. Ele veste uma camisa cinza de mangas longas e calça azul-escura e está apoiado em uma parede branca com os braços cruzados, encarando a câmera com seriedade. Ao fundo, uma grande peça de tapeçaria branca está pendurada na parede, com um desenho em preto de uma cama e travesseiros. À direita, pequenos desenhos brancos e pretos estão pendurados na parede, e a luz natural entra pela janela lateral
Daniel Moraes (imagem: Heverton Harieno)

/bate-papo
Mesa O anticapacitismo nas criações artísticas
com Anahí Guedes e Amanda Mittz
mediação de Brisa Marques

sexta 8 de maio
às 18h

9º andar – 50 lugares

[classificação indicativa: 12 anos, segundo autodefinição]

Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]

Anahí Guedes, amanda Mittz e Brisa Marques propõe reflexões sobre a arte e seu papel enquanto dimensão política e social, tendo a hierarquia entre os corpos como ponto de partida. Por que corpos considerados “fora da norma” são invisibilizados, segmentados ou tratados como exceção? Como o anticapacitismo pode ser incorporado aos processos artísticos?

Anahí Guedes é antropóloga, doutora pela Universidade Federal de Santa Catarina e pesquisadora da Anis - Instituto de Bioética e do NED/UFSC. Coordena o Comitê Deficiência e Acessibilidade da ABA e integra o comitê de políticas de acessibilidade da ANPOCS. Referência em estudos feministas da deficiência, queer e crip, sua produção aborda temas como capacitismo, violência de gênero, sexualidade e acessibilidade cultural. Recebeu Menção Honrosa do Prêmio Capes de Tese 2020 pela obra Olhar, (não) ouvir, escrever: uma autoetnografia ciborgue

Amanda Mittz é cantora, compositora, produtora musical e pesquisadora de acessibilidade estética. Sua trajetória une música, tecnologia e inclusão, expandindo formatos tradicionais com projetos como o álbum "Acesso" (Natura Musical), audioclipes imersivos e a instalação "Libras Dance". Em 2026, assinou a trilha sonora dos 80 anos do Instituto Dorina Nowill. Com uma obra autoral potente, Amanda propõe novas formas de acesso e escuta, consolidando-se como uma artista inovadora que transforma a experiência artística em um campo multissensorial.

Brisa Marques é poeta, letrista, jornalista e ativista cultural. Formada em Jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte e Teatro pela Universidade Federal de Minas Gerais, sua trajetória une literatura, música e performance. Com mais de 60 canções gravadas por nomes como Mônica Salmaso e Zé Miguel Wisnik, publicou obras como Corpo-concreto. Atuou na Rede Minas e foi diretora da Rádio Inconfidência. Pesquisadora da "cultura def" e do anticapacitismo, idealizou o Festival Desvio (2025).

Composição horizontal dividida em três partes, apresentando três mulheres de pele clara. À esquerda, Amanda Mittz posa com um vestido roxo metálico volumoso e óculos escuros sobre fundo roxo. Ao centro, Anahí Guedes de óculos e casaco xadrez sorri em um cenário urbano com montanhas ao fundo. À direita, Brisa Marquesencosta as mãos na testa, criando uma sombra nos olhos, à frente de uma parede texturizada com desenhos abstratos em rosa e amarelo. A montagem une diferentes estilos, do editorial de moda ao retrato cotidiano e artístico
Amanda Mittz, Anahí Guedes e Brisa Marques (imagem: Cassi Quevedo/divulgação/Clarisse Panadés)

/música
Gio Elefante 

sexta 8 de maio
às 20h

Teatro – 224 lugares

Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]

Percorrendo as canções do EP de estreia Das Coisas Boas e o álbum Eu Sou Gio Elefante, o espetáculo de Gio Elefante transita pelo eletrônico pop, samba rock, funk melody e trap, entre outros ritmos. A narrativa conduz o público por um arco emocional que parte da dor da “inadequação” de um corpo com deficiência até o empoderamento da autoaceitação. Em uma obra que celebra a potência de habitar a própria singularidade, Gio transforma o corpo não normativo em música e poesia.

Gio Elefante é cantor, compositor e intérprete. Seu trabalho transita entre a canção brasileira contemporânea, a poesia e temas ligados à identidade, afetividade e experiência humana. Em seus shows, apresenta repertório autoral com abordagem sensível e presença cênica intimista.

Ficha técnica
Voz: Gio Elefante
Direção Musical, Beats, Programações e Guitarra: Luccas Maia
Flauta e Sax: Henrique Albino
Vocais: Surama Ramos
Produção Executiva: Paula Marques

Retrato em close-up de um homem de pele clara com um volumoso cabelo crespo em estilo black power e barba cheia e escura. Ele tem olhos claros e um leve sorriso, olhando para o lado e para cima com uma expressão serena. Veste uma peça de roupa em tom verde-limão claro. O fundo está desfocado, sugerindo um ambiente externo com vegetação e tons esverdeados e terrosos. A luz é suave, destacando os detalhes de sua expressão e a textura dos fios de cabelo
Gio Elefante (imagem: Will Mattos)

/performance
Tarô Aleijo
de Claudio Rubino 

sábado 9 de maio
às 18h

9º andar – 30 lugares

[classificação indicativa: 16 anos, segundo autodefinição]

Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]

Tarô Aleijo é uma performance anticapacitista que reimagina o tarô como linguagem cênica, visual e política. A partir de um baralho DEF autoral, ativado em cena pelo Arcano Rubino, a obra desloca arquétipos normativos e afirma a deficiência como presença estética e produção de conhecimento. O público é convidado a participar de leituras ao vivo, tornando-se consulente de uma cartomancia poética que entrelaça autobiografia, fabulação e crítica ao capacitismo. A cada carta, emergem narrativas e tensionamentos que desestabilizam a ideia de normatividade, destino e convocam outros modos de perceber, existir e acessar o mundo.

A performance inclui momentos de interação direta com o público, sempre de forma voluntária. Você pode escolher se deseja participar ou apenas assistir. A obra utiliza linguagem poética, com ironia e metáforas, e aborda temas críticos.

Claudio Rubino é artista e consultor em acessibilidade cultural. É pessoa com deficiência física, gay e autista. Atua há mais de 25 anos na luta anticapacitista e na transformação das práticas de acessibilidade na cultura, articulando criação artística, formação e políticas públicas. Mestre em Artes da Cena, com formação em Educação Artística e especialização em Gestão Cultural e Educação Inclusiva, desenvolve projetos que integram acessibilidade, estética e crítica

Ficha técnica
Autor, escritor, ilustrador e performer: Claudio Rubino
Intérprete de Libras: Naiane Olah
Trilha original: Kerensky Barata
Consultor artístico e locutor: João Paulo Lima

Fotografia em plano médio de um homem durante uma performance. Ele tem pele clara com barba longa e escura, vestindo um turbante ocre e roupas pretas. Seus braços estão tatuados e ele usa diversos colares prateados e acessórios nas mãos. Ele está sentado, gesticulando com as mãos abertas enquanto olha para o lado com um leve sorriso. À esquerda, em primeiro plano, há uma mesa com uma bola de cristal iluminada e flores roxas. Ao fundo, uma projeção desfocada mostra cartas de tarô. A iluminação é quente e teatral
Tarô Aleijo, de Claudio Rubino (imagem: Cacá Bernardes)

/teatro
Hereditária
de Moira Braga 

sábado 9 de maio
às 20h

Teatro – 224 lugares

[classificação indicativa: xx anos, segundo autodefinição]

Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]

Aos 7 anos de idade, Moira Braga foi diagnosticada com uma rara doença chamada Stargardt, que levou à perda de sua visão. Em Hereditária, a artista parte da descoberta da doença para explorar os vários sentidos da hereditariedade, do genético ao mítico. O espetáculo, que estreou em 2024 no Rio de Janeiro, tem canções originais e direção de Pedro Sá Moraes, e foi indicado ao prêmio Shell de melhor direção e melhor cenário. Para assinar a direção, compor as canções originais e escrever com ela a dramaturgia, Moira convidou Pedro Sá Moraes, uma referência na interface música-teatro, reconhecido por sua abordagem à cena que conduz movimentos, falas e intenções por um sentido musical. A direção de movimento é do bailarino e coreógrafo Edu O., que tem mais de 60 espetáculos no currículo e é o primeiro professor de dança cadeirante numa universidade pública no Brasil.

Moira Braga é mulher cega, mãe, atriz, preparadora de elenco, autora, consultora de acessibilidade em conteúdos artísticos e mestre em dança pela Universidade Federal da Bahia. Apresentou o programa “Assim Vivemos”, da TV Brasil, que exibiu filmes com a temática da deficiência e utilizando os recursos de audiodescrição, legenda e língua brasileira de sinais. Atua como bailarina pesquisadora da Pulsar Companhia de Dança e é uma das coordenadoras do grupo de estudo e pesquisa em Dramaturgia do Movimento e Fruição Estética, desenvolvido na Escola Angel Vianna.

Ficha técnica
Idealização: Moira Braga
Dramaturgia: Moira Braga e Pedro Sá Moraes
Direção: Pedro Sá Moraes
Elenco: Isadora Medella, Luize Mendes Dias, Moira Braga
Canções originais: Pedro Sá Moraes
Direção musical: Pedro Sá Moraes e Isadora Medella
Direção de movimento: Edu O.
Cenografia: Ricardo Siri
Figurino: Vania Ms. Vee
Iluminação: Ana Luzia De Simoni
Iluminador assistente (montagem e adequação de rider): Guiga Ensá
Operação de luz: Eloah Mendes
Técnico de som: Hernán Romero
Identidade visual: Vinícius Santilli | Grambolart
Designer (edição das peças gráficas): Fernando Alax
Fotos: Junior Zagotto, Felipe Rodrigues, Pedro Sá Moraes, Thelma Vidales
Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli
Consultoria em Libras: Jadson Abraão
Consultoria em Audiodescrição: Felipe Monteiro
Contabilidade: Davi Andrade
Produção executiva: Júlia Pires
Direção de Produção: Jordana Korich
Co-realização: Movimento Falado Ltda., Sá Moraes produções e Educação e Grande Mãe Produções.


Em um palco escuro, três mulheres realizam uma performance sob feixes de luz direcionados. Ao centro, uma mulher de pele clara veste um longo vestido branco com detalhes em vermelho, iluminada por um refletor superior. À direita, uma mulher negra em pé veste trajes brancos e toca um instrumento de cordas, enquanto outra mulher está sentada ao chão, operando equipamentos de som. Feixes de luz branca cruzam o cenário, e ao fundo projeta-se um cone de linhas azuis vibrantes. O clima é solene e teatral
Hereditária, de Moira Braga (imagem: Thelma Vidales)

/teatro
O número sanfônico
da La Luna Cia. de Teatro 

domingo 10 de maio
às 11h30 

Bulevar do Rádio

[classificação indicativa: livre, segundo autodefinição]

No espetáculo O número sanfônico, Paçoca e Asmeline convidam o público a navegar em um mundo repleto de possibilidades, onde o amor e a cumplicidade são o caminho para resolver até os problemas mais complicados.

A La Luna Cia. de Teatro dedica-se à pesquisa, montagem e circulação de espetáculos. Formada por quatro artistas, os quais pesquisam diferentes linguagens como a música em cena, teatro de animação, cultura popular, palhaçaria e pedagogia teatral, o grupo vem se consolidando ao longo dos últimos anos com trabalhos que propõem uma mescla dessas linguagens. Ao longo de dez anos de trajetória, a Cia. La Luna já circulou com seus trabalhos por 20 estados do Brasil. Atualmente, seu repertório conta com espetáculos teatrais e circenses acessíveis, espetáculos de teatro de animação, contações de histórias, intervenções artísticas e projetos de investigação e registro de tradição oral na cidade de Canelinha.

Ficha técnica
Atuação e dramaturgia: Emeli Barossi e Pedro Torres
Orientação: Greice Miotello e Ricardo Puccetti
Composição musical: Pedro Torres 
Tradu-atriz: Suzi Daiane 
Assessoria em Acessibilidade: Dayane Gomes e Laço Cia. de Arte
Produção: La Luna Cia. de Teatro


Duas figuras de palhaçaria interagem em um palco escuro com luz quente ao fundo. À esquerda, uma mulher de pele clara, nariz de palhaço vermelho e maquiagem artística encara o parceiro. Ela usa uma roupa de bolinhas pretas e brancas e carrega um acordeão vermelho nas costas. À direita, um homem de chapéu coco marrom, nariz de palhaço e camiseta listrada inclina-se para frente, com as mãos estendidas em direção a ela. Ele veste calças curtas pretas sobre uma meia-calça vermelha vibrante. A cena é dinâmica e expressiva
O número sanfônico, da La Luna Cia. de Teatro (imagem: Elaine Fernandes)

/dança
Encruzilhada
de Elinilson Soares 

domingo 10 de maio
às 18h

Teatro – 224 lugares

[classificação indicativa: livre, segundo autodefinição]

Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]

Resultado da pesquisa de Elinilson Soares sobre acessibilidade e comunicação na Dança, desenvolvida no Mestrado Profissional em Dança da Universidade Federal da Bahia – UFBA, Encruzilhada é formada pelas intersecções entre as culturas surda e ouvinte através da dança, saudando a energia de Exu, orixá da comunicação e guardião das encruzilhadas.

Se há barreiras na comunicação entre pessoas surdas e ouvintes, como aprender através de um pensamento guiado por Exu para criar outros caminhos de acesso?

O espetáculo é seguido do bate-papo Pulsações, mediado por Nayara Rodrigues.

Elinilson Soares é artista surdo, performer, dançarino, ator, intérprete de Libras e pesquisador. Mestre em Dança pelo Programa de pós-graduação profissional em Dança da Universidade Federal da Bahia – PRODAN/UFBA. É integrante dos coletivos Mãos de Axé e Rua Sinalizada e do Grupo de Trabalho de Acessibilidade da Fundação Nacional das Artes – FUNARTE.

Lucas Valentim é artista e professor da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia – UFBA. É doutor pelo Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas/UFBA, mestre em Dança pelo Programa de Pós-Graduação em Dança/UFBA (2012-2013) e licenciado em Dança/UFBA (2007-2011). É colíder do Grupo de Pesquisa PORRA: Modos de (Re)conhecer(se) em Dança.

Nayara Rodrigues é mulher negra surda, arte-educadora, atriz, poeta, slammer, MC, intérprete de Libras e tradutora. Atuou na tradução dos filmes da Mostra África XX de Curitiba, da Cartografia Filmes. É co-fundadora do grupo RamariaS e do projeto Lúdica em Libras, além de contadora de histórias no gRUPO êBA! É ativista pelos direitos das mulheres negras surdas, promovendo debates sobre maternidade surda, Libras erótica e representatividade. É autora de um capítulo do livro A culpa é da surda que pariu: análise do poema mãe assassina, abordando maternidade e violência contra mulheres surdas.

Ficha técnica
Criação e interpretação: Elinilson Soares
Co-criação: Thiago Coehn e William Gomes
Direção e dramaturgia: Lucas Valentim e William Gomes
Iluminação: Alex Gurunga

Uma fotografia em plano médio, com fundo preto, mostra um homem negro, calvo e descalço, agachado em um palco de madeira. Ele veste uma roupa branca folgada e adornos na orelha direita. Seus braços e mãos estão manchados de um líquido marrom-alaranjado, enquanto ele olha fixamente para a palma da mão direita elevada. No chão, à sua frente, há uma tigela dourada ao lado de uma pequena moringa de cerâmica sobre um círculo desenhado com pó branco. A iluminação focal destaca o performer e os objetos ritualísticos
Encruzilhada, de Elinilson Soares (imagem: Rita Aquino)
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