A partir de 22 de julho, a 74ª Ocupação Itaú Cultural homenageia a atriz e cineasta Helena Ignez, uma artista que reinventou formas de atuação e nunca se acomodou às imagens criadas sobre si. Ao longo de mais de seis décadas de carreira no teatro e no cinema, participou de momentos importantes da cultura brasileira e construiu uma produção marcada pela experimentação de linguagem. Sua experiência nos palcos reflete-se nas telas, especialmente na forma como utiliza o corpo em cena e conduz suas personagens, ultrapassando o campo da interpretação para participar ativamente de sua construção.
Nascida em Salvador (BA), Helena fez parte da primeira turma da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde iniciou sua formação artística. No fim da década de 1950, estreou nas telas em Pátio (1959), curta-metragem de Glauber Rocha. Nos anos seguintes, tornou-se uma das figuras centrais do Cinema Marginal. Ao lado de Rogério Sganzerla e Júlio Bressane, participou da criação da produtora Belair, responsável por alguns dos filmes mais radicais realizados no país no início dos anos 1970.
O que ver na Ocupação
A exposição reúne fotografias, documentos, trechos de filmes e materiais inéditos que mostram a atuação de Helena diante e atrás das câmeras. A partir desse conjunto, a mostra evidencia a liberdade criativa presente em sua produção artística. Ao longo da visita, o público acompanha a trajetória de uma artista que segue em plena atividade.
Além do espaço expositivo na sede do Itaú Cultural, a Ocupação Helena Ignez disponibiliza uma publicação virtual e um site com conteúdos exclusivos.
Ocupação Helena Ignez
abertura
visitação
[classificação indicativa: livre, segundo autodefinição]