O curta-metragem “Jussara” (2023), de Camila Ribeiro, conta a história de uma mulher negra que encontra inspiração na literatura de autoria feminina
Publicado em 20/10/2026
Atualizado às 16:03 de 20/10/2026
CineAula IC Play – 2a edição
por Jonas Ariel Cantaluppi de Souza
Sequência didática #8: Jussara e o poder dos livros
Direção e roteiro: Camila Ribeiro
Assistência de direção: Iago Ribeiro
Estado: Bahia
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Gênero: animação
Duração: 9 minutos
Linguagem: audiovisual (curta-metragem)
Acessibilidade: inclui audiodescrição (narrada por Adriana Urpia), consultoria de acessibilidade cultural pela AD)))arte, legenda para surdos e ensurdecidos (LSE) e língua brasileira de sinais (Libras) com gravação e edição por Sérgio Nunes
Sinopse: Jussara é uma mulher negra longeva que, devido às experiências adquiridas por toda a sua vida, conta histórias e cuida das pessoas de uma pequena comunidade. Em sua própria biblioteca, com tantos livros e histórias, traz referência a Cora Coralina, Carolina Maria de Jesus, Maya Angelou e outras mulheres que, por sua trajetória de vida, inspiram e encorajam outras a se apoderarem de seu lugar na sociedade. Jussara toma a decisão de se libertar do papel relegado a ela por tantos anos.
Prezado professor e prezada professora,
Como é de nosso conhecimento, a rotina escolar geralmente está constituída de um grande volume de habilidades, objetos de conhecimento e avaliações, entre outras atividades que demandam um grande esforço tanto dos docentes quanto dos estudantes, o que muitas vezes acaba resultando em cansaço e/ou desinteresse de ambos os lados.
Para os professores, a reinvenção e a insistência diária em metodologias para atrair os estudantes não são uma tarefa fácil – tampouco buscar metodologias ativas e aplicá-las com resultado. Para o lado discente, assistir a aulas teóricas, passar muito tempo sentado e ter um excesso de atividades levam à insignificância do aprendizado.
Para auxiliar nesse processo, o CineAula IC Play, do Itaú Cultural (IC), tem o objetivo de auxiliar no letramento e na alfabetização na narrativa audiovisual, buscando despertar criticidade nos estudantes e a valorização do cinema brasileiro por meio de aulas mais leves, além de ser uma oportunidade de alcançar os objetivos docentes de forma lúdica e reflexiva, com a participação de todos, principalmente de quem está no Ensino Médio e na Educação de Jovens e Adultos (EJA).
O perfil dos estudantes nessas etapas é formado por uma diversidade de idades e trajetórias: cada um carrega consigo experiências heterogêneas e desafios para prosseguir nos estudos, daí a importância de utilizar a narrativa audiovisual como metodologia para aproximar-se dos estudantes e manter uma relação de comunicação assertiva com eles. Conhecer suas histórias causa proximidade e propicia um ambiente de confiança entre professor e estudante; entendemos que a aprendizagem, a criatividade e a criação só ocorrem nessas condições.
O curta-metragem Jussara foi produzido na Bahia em 2003 e ganhou prêmios como o de “Melhor roteiro” no 16o Curta Taquary (BA). Selecionado para grandes eventos, como o Festival de Gramado (RS), a Mostra de Tiradentes (MG), o Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM) e o Festival de Cinema Baiano (Feciba), representa essa diversidade de trajetórias de vida que se entrelaçam em nosso cotidiano, por meio da personagem principal – uma senhora longeva negra que, carregada de experiências, ocupa o lugar, em sua comunidade, de cuidar de crianças, jovens e idosos, sendo conhecida na vila pela contação de histórias, pelo apoio e pela ajuda que oferece aos demais.
A obra também faz referência a outras mulheres brasileiras que contribuíram para o movimento feminista e deram visibilidade a papéis subalternos da sociedade, já que, por sua trajetória de vida, deram voz a mulheres que são duplamente excluídas: por um lado, pelo fato de serem mulheres em uma sociedade patriarcal e machista; e, por outro, por serem negras, idosas e vulneráveis.
Aqui cabe um ponto principal para refletir sobre a posição que historicamente, no Brasil, as minorias femininas ocupam na sociedade. Infelizmente, espera-se das mulheres, principalmente negras e mais velhas, o papel de cuidar dos mais jovens ou de limitar-se aos afazeres domésticos – mas essa mulher negra e longeva também tem necessidades, como é o caso de Jussara, personagem principal do curta-metragem. Em certo momento, ela percebe que precisa se libertar após dedicar grande parte de sua vida a essa posição que lhe impuseram.
II. PLANO-SEQUÊNCIA
a) Luz – Um momento especial
Objetivos
Estimular a escuta sensível e o pensamento crítico por meio de reflexões sobre temas como gênero, memória e identidade cultural, além de promover uma discussão sobre a relação dos estudantes com o cinema.
Habilidades da BNCC
(EM13LGG602) Fruir e apreciar esteticamente diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, assim como delas participar, de modo a aguçar continuamente a sensibilidade, a imaginação e a criatividade.
(EM13LP20) Compartilhar gostos, interesses, práticas culturais, temas/ problemas/questões que despertam maior interesse ou preocupação, respeitando e valorizando diferenças, como forma de identificar afinidades e interesses comuns, como também de organizar e/ou participar de grupos, clubes, oficinas e afins.
Mãos à obra
Para iniciar os trabalhos, deve-se relacionar as habilidades e o objeto de conhecimento que se pretende alcançar com o curta-metragem. Sugere-se trabalhar conceitos de lugar, memória, gênero, análise narrativa, cultural e digital, bem como análise de recursos linguísticos e audiovisuais (padrões visuais, sons, diálogos), para discutir identidade cultural.
Após ver com clareza essa relação, assista ao curta-metragem observando os elementos que deseja evidenciar; por se tratar de apenas nove minutos de produção, explore cada detalhe com atenção. Em seguida, anote os aspectos que mais se destacaram e imagine como eles podem pode ser aplicados aos conceitos ou à discussão iniciada em sala de aula, contextualizando-os com a realidade local.
Sensibilize os estudantes. Que tal iniciar falando do cinema em geral? Pergunte a eles qual é sua relação com o cinema como arte e qual gênero preferem. Indague se alguma produção afetou suas vidas. Você também pode falar sobre o papel do cinema e de categorias como curta-metragem, assim como apresentar a modalidade e o gênero da obra que será apresentada. Deve-se ressaltar aos estudantes que o gênero de animação não é “desenho infantil”; inclusive, essa ideia de mostrar as produções de animação além do desenho é um dos objetivos da equipe produtora de Jussara.
É importante submergir a turma na temática do curta antes de sua exibição: deve existir um diálogo entre professor e estudantes sobre como nossa vivência está constituída por agentes tanto naturais quanto culturais. Incentive-os a recordar de seus lugares afetivos, de cheiros, pessoas, familiares, amigos de infância, de uma anedota e, por que não, de uma pessoa que contava histórias.
Essas lembranças podem estar ligadas a um passado remoto ou inclusive à atualidade. Não se deve esquecer que, além das grandes cidades, caracterizadas por prédios e uma vida mais fluida, o Brasil ainda tem muitas vilas, comunidades pequenas e bairros em cidades que possuem essa característica de promover relações mais próximas.
Trabalhar em equipe é sempre melhor – para não dizer imprescindível nos dias de hoje. Converse com algum professor que se interesse em trabalhar de forma interdisciplinar ou multidisciplinar. Às vezes, uma aula de 50 minutos não é suficiente para exibir e discutir o filme; que tal convidar professores que ministram aulas que conversam com a sua? Ganha-se uma parceria e tempo!
Além disso, devem ser assegurados o espaço e o deferimento e acompanhamento da coordenação escolar para a realização da atividade. Lembre-se de anotar perguntas para iniciar a roda de conversa caso não haja engajamento por parte dos estudantes e seja necessário “quebrar o gelo”. Algumas sugestões para isso constam na seção “Câmera”.
Prepare um ambiente que possa simular uma sala de cinema: escureça o ambiente, busque uma projeção grande, faça um banner para a entrada da sala – se possível –, coloque uma música para recepcionar a turma e tente buscar uma parceria com as cozinheiras da escola para oferecer pipoca. Enfim, o momento deve ser especial!
Oriente os estudantes sobre seu comportamento durante a exibição, para que observem o filme com atenção e não se distraiam em hipótese alguma, mantendo-se em silêncio – aponte que eles podem fazer comentários após a exibição, e não durante, pois a alfabetização e o letramento audiovisual se iniciam com habilidades comportamentais e atitudinais.
b) Câmera – Teia de histórias
Objetivos
Analisar criticamente os elementos da linguagem cinematográfica e compreender como o audiovisual pode expressar sentimentos, memórias e identidades coletivas. Compartilhar questões com os demais colegas.
Habilidades da BNCC
(EM13LP20) Compartilhar gostos, interesses, práticas culturais, temas/ problemas/questões que despertam maior interesse ou preocupação, respeitando e valorizando diferenças, como forma de identificar afinidades e interesses comuns, como também de organizar e/ou participar de grupos, clubes, oficinas e afins.
(EM13LGG502) Analisar criticamente preconceitos, estereótipos e relações de poder presentes nas práticas corporais, adotando posicionamento contrário a qualquer manifestação de injustiça e desrespeito a direitos humanos e valores democráticos.
Mãos à obra
Chegou a hora da exibição. Se houver banner ampliado da obra, coloque-o na entrada da sala. A ilustração nele, feita em aquarela e técnica mista, é um convite a se deleitar com a produção. Explique aos espectadores o que é uma sinopse e leia a do filme Jussara. Oriente-os a observar na tela os elementos de fundo, as paisagens e os sons sem se distrair. Peça que prestem atenção na fala da personagem para uma análise posterior.
Cuidado com spoilers ou comentários que possam induzir a determinada interpretação do curta – este possui uma temática central, mas cabe a cada um interpretar e absorver obras de arte de forma subjetiva e ser tocado de forma individual.
Após a exibição, perceba se houve entendimento e apreciação de fato. Caso seja necessário, repita a exibição para que os estudantes atentem a detalhes que não haviam observado antes. Sugere-se que haja uma roda de conversa inicial no mesmo espaço – organizando as cadeiras em círculo – ou em um lugar tranquilo no pátio da escola, onde possam conversar, sem se dispersar, sobre as impressões que tiveram da obra.
Você pode iniciar a conversa contando suas impressões e falando da obra, de suas composições e da personagem. Em seguida, conduza o bate-papo com base nestas questões:
c) Ação – Assim como Jussara
Objetivos
Buscar estimular a escuta de si e do outro. Desenvolver a responsabilidade no uso das mídias e o pensamento crítico acerca dos processos de produção, mediação e interpretação de conteúdos digitais, incluindo o uso orientado da inteligência artificial (IA).
Habilidades da BNCC
(EM13CHS102) Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
Habilidades da BNCC Computação
(EM13CO14) Avaliar a confiabilidade das informações encontradas em meio digital, investigando seus modos de construção e considerando a autoria, a estrutura e o propósito da mensagem.
(EM13CO22) Produzir e publicar conteúdo como textos, imagens, áudios, vídeos e suas associações, bem como ferramentas para sua integração, organização e apresentação, utilizando diferentes mídias digitais.
Convide os estudantes a participar da roda. Explique que cada um deverá pegar o fio e responder a algumas perguntas, que podem estar anotadas na lousa ou em um cartaz. O objetivo é que conheçam os colegas através de suas histórias e relatos, para entender que dependemos dos outros, enfatizando o apoio mútuo, e que nossas trajetórias se cruzam, bem como que identifiquem a diversidade e a multiplicidade local.
Sugere-se que eles respondam estas perguntas:
Quando um estudante terminar a fala, deve segurar a ponta do fio e passar o novelo para outra pessoa, e assim consecutivamente. É importante que esse movimento seja realizado de maneira que forme uma teia. Quando um fio chegar ao fim, utilize outra cor para seguir a atividade e obter um resultado colorido.
Após a fala de toda a turma, faça as considerações finais explicando que as teias representam as histórias e vivências de cada um, como no curta-metragem: nós nos encontramos e nos desencontramos diariamente com experiências e vidas diferentes das nossas, daí as cores diferentes. Você também pode pedir que puxem o fio cada um para seu lado, dando a impressão de força da colaboração.
Nesse momento, solicite que cada estudante abaixe o fio aos poucos para representar os desafios que enfrenta na vida. Desse modo, eles perceberão que a teia vai se afrouxando, indicando a necessidade de permanecerem nas relações de forma coletiva e ajudarem-se mutuamente.
Esta atividade ajuda o grupo a se conhecer e revela que, assim como Jussara, temos necessidades individuais e devemos dar atenção a elas. Além de pensar no outro, precisamos nos colocar na pauta de cuidados, tanto mental quanto corporal, social e em outras dimensões.
A seguir há mais sugestões de atividades interdisciplinares ou multidisciplinares para ampliar e trabalhar as habilidades da BNCC e da BNCC Computação. Não é necessário criar habilidades extras nem projetos longos; pode-se utilizar as habilidades da área propedêutica.
Uma sugestão para trabalhar o componente curricular de língua portuguesa com o de história é treinar a escrita: peça ao estudante que escreva as memórias despertadas pela atividade ou a própria autobiografia no caderno ou em uma folha avulsa – o texto não precisa ser muito extenso. Caso haja cumplicidade e confiança no grupo, oriente que cada um deixe seu trabalho sem assinar e o coloque em uma caixa. Um a um, os estudantes devem pegar um texto que não seja da própria autoria, ler a história e tentar adivinhar de quem é. Esta atividade pode ser feita ao ar livre (debaixo de árvores em uma praça, por exemplo).
Para contemplar a BNCC Computação, pode ser proposta, por exemplo, a criação de um podcast semanal pelos integrantes da turma. Em grupos, eles devem pesquisar sobre uma pessoa para relatar histórias de vida dela – também pode ser algum conhecido e/ou alguém interessante na cidade, comunidade ou bairro, desde que seja autorizado o compartilhamento de sua história – e se organizar para que cada um cuide de uma etapa de produção do podcast. O levantamento de informações pode ser em forma de entrevista ou a própria pessoa escolhida pode contar sua história. Cabe ao professor decidir se o trabalho se restringirá ao âmbito escolar, para manter a privacidade dos dados.
Já no componente curricular de arte, pode-se dar vida às histórias por meio das artes cênicas, criando-se até mesmo uma peça de teatro caso o trabalho fale de alguém muito querido e admirado na comunidade. Outra proposta é representar as escritoras citadas na cena da biblioteca de Jussara: enquanto em arte se elaboram os cenários e a interpretação, em língua portuguesa a equipe escreve o roteiro, com a correção do texto feita pelo professor.
Em geografia, podem ser exploradas as belas paisagens apresentadas no curta-metragem, focando-se, por exemplo, nas formas de relevo. No 1o ano do Ensino Médio, pode-se aprofundar o estudo dessas formas, proponha aos estudantes que observem determinada paisagem do filme e tentem descobrir de que região ela é. Nesta atividade, investigação também se incorpora ao trabalho e à iniciação científica.
Com a ajuda do professor, os estudantes podem tentar localizar a diretora do curta, Camila Ribeiro, e agendar uma entrevista com ela, para esclarecer dúvidas e ajudar na investigação. Essa atividade desenvolve a capacidade de buscar e encontar informações, dados e pessoas, conectando-se com a realidade do mundo material.
Já nos componentes curriculares de sociologia e filosofia, pode-se solicitar aos estudantes que observem com atenção a cena onde Jussara está rodeada de livros de autoras renomadas e referenciadas na produção. Entender suas obras a partir de uma pesquisa bibliográfica poderá resultar na elaboração de cartazes ou de um seminário sobre essas mulheres, como detalhado a seguir.
Observe quanta riqueza há na cena acima, que faz referência a escritoras consagradas, como Ana Maria Gonçalves, Cora Coralina, Carolina Maria de Jesus e Maya Angelou. Peça à turma que pesquise sobre cada uma delas, a fim de criar cartazes com o nome das autoras e frases de impacto que reflitam suas obras e sua importância no campo filosófico. Se houver interesse na realização de um seminário, algumas estudantes podem representar as escritoras em uma mesa-redonda e conversar, por exemplo, sobre suas respectivas abordagens a respeito da mulher brasileira.
Uso de inteligência artificial e tecnologia
A inteligência artificial (IA) também pode ser utilizada para realizar atividades inspiradas em Jussara. Por exemplo, por meio de um prompt de comando com informações sobre o lugar onde cada estudante vive, as pessoas, os cheiros e as amizades que fizeram parte de sua trajetória – além da pessoa que lhe contava histórias, se for o caso –, pode-se solicitar um pequeno texto sobre sua infância. Depois, alterando lugares e idades em outro prompt, serão obtidos novos resultados, e todos podem ser compartilhados com os colegas.
III. CORTA – SUGESTÕES NA MESMA TEMÁTICA
- Em “Memórias em movimento”, outra sequência didática do CineAula IC Play, Jefferson Cabral propõe atividades com base em Moventes, filme do qual é diretor e que trata da migração de uma família nordestina para São Paulo.
- Disponível no YouTube, o vídeo Raça, clima e futuros possíveis mostra como modelos de produção insustentáveis intensificam a crise climática, afetando principalmente as periferias. Também são exploradas alternativas sustentáveis inspiradas em saberes indígenas e africanos.
- A dissertação de mestrado No soy de aqui, ni de allí. Yo soy!: identidade territorial na fronteira entre Pedro Juan Caballero – Paraguai e Ponta Porã – Brasil discute a multiplicidade identitária na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Aqui pode-se ampliar e entender os conceitos de território e identidade. O documento está disponível em: https://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/bitstream/prefix/1171/1/JonasArielCantaluppideSouza.pdf. Acesso em: 12 ago. 2026.
IV. SOBEM OS CRÉDITOS
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_20dez_site.pdf. Acesso em: 23 fev. 2026.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: computação – complemento à BNCC. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/BNCCComputaoCompletodiagramado.pdf. Acesso em: 23 fev. 2026.
BRASIL. Ministério da Educação. Filme na sala de aula: aprendizado para a vida. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/ensino-fundamental-anos-iniciais/83-filme-na-sala-de-aula-aprendizado-para-a-vida. Acesso em: 18 ago. 2026.
CABÍRIA – Prêmio de Roteiro. Jussara (2023). Base de Dados Cinematográfica. Disponível em: https://www.cabiria.com.br/cabiria-filmes/jussara/. Acesso em: 18 ago. 2026.
DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A.; PERNAMBUCO, M. M. (2002). Ensino de ciências: fundamentos e métodos. [Metodologia dos Três Momentos Pedagógicos aplicada a cinema educativo]. 2. ed. São Paulo: Cortez Editora, [s.d.].
MIRÁ – Núcleo de Animação [Universidade Federal da Bahia (UFBA)]. Jussara (2023). Acervo de Animação. Disponível em: https://miraeba.com.br/acervo-mira/jussara-2/. Acesso em: 18 ago. 2026.
MINIBIOGRAFIA DO ELABORADOR
Jonas Ariel Cantaluppi de Souza possui graduação em geografia pela Faculdade de Ponta Porã (MS). É especialista em Educação para a Infância: Educação Infantil e Séries Iniciais pelas Faculdades Integradas do Vale do Ivaí (PR) e tem mestrado em geografia pela Universidade Federal da Grande Dourados (MS). É autor do livro didático Um olhar fronteiriço (2020); possui experiência no ensino de geografia no Ensino Fundamental (anos iniciais e finais), no Ensino Médio, na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e em projetos culturais; e realiza pesquisa nas áreas de território, identidade, migração e fronteira.
O CineAula IC Play é um projeto do Itaú Cultural (IC) que consiste na publicação periódica, aqui no site, de sequências didáticas baseadas em conteúdos da IC Play – nossa plataforma de streaming gratuita –, com o objetivo de promover o diálogo entre educação e cinema a partir de diferentes temáticas e da linguagem audiovisual. A iniciativa prevê o desenvolvimento de materiais educativos para subsidiar o trabalho com filmes disponíveis na IC Play em sala de aula, bem como em contextos análogos, como cineclubes, oficinas e centros culturais, buscando, assim, estimular a fruição audiovisual e valorizar o cinema brasileiro. Além disso, pretende aproximar a arte e a cultura da educação básica, fomentar o pensamento crítico e criativo dos estudantes e estabelecer um diálogo contínuo com professores da educação básica. O projeto foi criado e é coordenado por Camila Fink, Heloísa Iaconis e Tatiane Ivo.
Conselho editorial Heloísa Iaconis e Tatiane Ivo
Autoria Jonas Ariel Cantaluppi de Souza (selecionado via edital)
Edição Rachel Reis (terceirizada)
Revisão Heloísa Iaconis e Tatiane Ivo
Confira aqui as sequências didáticas da primeira edição do CineAula IC Play.
Clique aqui e conheça as demais sequências didáticas da segunda edição do CineAula IC Play.